Não se deixe soterrar

Não se deixe soterrar

Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua pequena fazenda.

Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado.

O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá.

O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas, pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.

Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo.

O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o cobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.

No entanto, à medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia, derrubava-a no chão e ia pisando sobre ela.

Logo, os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que, finalmente, conseguiu sair.

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Algumas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre.

É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença.

Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.

Afinal, se nos permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções: ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo, ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre.

É importante que, se estamos nos percebendo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir.

Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, nosso Pai Celestial, do qual podemos nos aproximar através da oração.

E a oração é uma poderosa alavanca de que podemos lançar mão a qualquer momento e em qualquer lugar.

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Jesus nos recomendou oração e vigilância.

A vigilância constante pode nos poupar de muitos dissabores, pois quem está atento facilmente percebe a investida de sentimentos perigosos que podem nos infelicitar.

É a chegada silenciosa de uma desilusão, da inveja, do orgulho, da soberba, da solidão e de outros tantos detritos que pesam em nossa economia moral e tendem a nos levar para o abismo.

A oração é recurso precioso que nos permite as forças necessárias para resistir a todas as investidas menos felizes.

Por isso, vale a pena meditar sobre os sábios conselhos do Mestre de Nazaré, pois eles podem nos ser muito úteis na conquista da felicidade que tanto desejamos.

ÁRVORE CONFUSA

ÁRVORE CONFUSA

Era uma vez um belo jardim com maçãs, laranjas, peras e lindas flores. Tudo era alegria no jardim, com exceção de uma árvore que estava profundamente triste, pois não sabia quem era, nem o que tinha de fazer.

A macieira lhe disse que era muito fácil fazer saborosas maçãs, por que não tentar?

– Não a escute, disse-lhe a roseira, é melhor produzir rosas, não vê como elas são belas?

A árvore confusa, cada vez mais desesperada, tentava tudo o que lhe sugeriam, porém, como não lograva ser como as demais, se sentia cada vez mais frustrada.

Um dia chegou ao jardim uma coruja e ao ver o desespero da árvore confusa, exclamou:

– Não se preocupe, seu problema não é grave, muitos seres sobre a terra o têm, mas é fácil resolver, tão-somente não dedique sua vida para ser como os outros acham que você tem que ser. Seja você mesma, conheça a si mesma e ouça a sua vocação, a sua missão nesta vida.

– Como assim? Ser eu mesma, conhecer-me, vocação, missão? Perguntava a si mesma a árvore confusa, quando de repente uma doce voz ecoou em seu interior:

“- Você jamais dará maças porque você não é uma macieira, nem irá florescer a cada primavera, porque você não é uma roseira. Você é um carvalho, e seu destino é crescer forte e majestoso, o que lhe propiciará dar abrigo aos pássaros, sombra aos viajantes, beleza à paisagem. Essa é a sua vocação!”

A partir desse momento a árvore confusa não se sentiu mais em confusão, ao contrário, se sentiu forte e segura de si mesma e se preparou para ser tudo aquilo para o qual foi criada. E continuou a crescer.

O jardim ficou completamente feliz.

A ILHA DOS SENTIMENTOS

A ILHA DOS SENTIMENTOS

Era uma vez uma ilha onde moravam os sentimentos.

Num dia de muita tempestade a ilha toda foi inundada e cada um procurou salvar-se como pode.

AMOR, no entanto, não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com sua ilha tão querida. Mas a situação ficou feia e ele começou a se afogar.

Ao ver a RIQUEZA passando em seu luxuoso iate, pediu ajuda: – Não posso levar você, não cabe. Meu barco está cheio de ouro e prata!

Ao ver a VAIDADE passar, também pediu ajuda: -Não posso, você está todo sujo e vai sujar meu barquinho!

Ao ver a TRISTEZA passar, também pediu ajuda: -Ah! AMOR, estou tão triste… prefiro ficar sozinha!

INDIFERENÇA nem sequer respondeu ao seu pedido de socorro.

Foi então que passou um velhinho e a socorreu: -Sobe, AMOR, eu levo você. O Amor ficou tão feliz e aliviado que até se esqueceu de perguntar o nome do seu benfeitor.

Chegando ao alto de um morro, onde estavam os sentimentos que se haviam salvado, ele perguntou à SABEDORIA: -Quem é aquele velhinho que me salvou?

Ela respondeu: -O TEMPO. Somente o TEMPO é capaz de dar valor a um grande AMOR.